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Dicas de Chiang Mai, a capital espiritual da Tailândia

Viagem | 1 | 29/05/2020

Fala, galera!

Aqui você encontra dicas do que fazer na Tailândia, especificamente, em Chiang Mai! Para mais informações sobre a Tailândia, também fizemos um post especial com dicas de Bangkok!

E se você quer saber um pouco mais sobre o Sudeste Asiático, fizemos um post resumindo as principais características, curiosidades e dicas gerais dos países que visitamos (você pode ver aqui).

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Conhecendo um pouco mais de Chiang Mai

Apesar de ser a segunda maior cidade da Tailândia, é bem menor que Bangkok, e muito mais acolhedora! Ao norte do país, é uma cidade legal pra se conhecer caminhando, tem uma vibe mais espiritual, e você vai poder fazer quase tudo a pé por lá!

Nós dois gostamos da cidade, mas o Vini realmente adora tudo que tem por lá! De qualquer maneira, vale a visita pra você tirar as próprias conclusões!
A cidade já foi cercada por um muro e, atualmente, para facilitar a localização e deslocamentos pela cidade, é bom saber o que está dentro ou fora da antiga cidade murada (Old Town).

Templos
Chiang Mai MAIS TEMPLOS que Bangkok, proporcionalmente! Enquanto Bangkok, que tem uns 9 milhões de habitantes, possui em torno de 400 templos, Chiang Mai possui por volta de 300 templos, em uma cidade de menos de 200 mil habitantes!

A lista de templos que colocamos aqui são nossas sugestões, mas você pode simplesmente visitar os mais conhecidos, ou então, deixar pra visitar os templos que quiser, conforme for passando por eles nas ruas – e, acredite, você vai passar por muitos deles!

Templo da Montanha – Wat Doi Suthep: também figura entre os templos mais importantes do país, ele foi construído em cima de uma montanha – você vai ter que subir 300 degraus até o topo! Este talvez tenha sido o templo mais bonito que vimos fora de Bangkok!

Ele fica fora da cidade e leva cerca de 30 minutos de carro até o templo. Pra irmos, pegamos um red truck (caminhonetes que servem como transporte coletivo em Chiang Mai) por THB 300 o casal, ida e volta. A entrada no complexo onde está o templo custa em torno de 30 THB por pessoa.

Wat Phra Singh: um dos maiores e mais importantes templos da cidade, é um templo do século XIV. Muito bonito, com uma estupa dourada bem característica. Fica dentro da cidade murada. A entrada custa em torno de 60 THB por pessoa.

Wat Chedi Luang: um dos maiores e mais antigos templos da cidade, possui uma antiga estrutura (pagoda) na parte de trás do templo que já foi a mais alta construção de Chiang Mai (na verdade, a mais alta de toda aquela região na época de sua construção). A entrada sai em torno de 40 THB por pessoa.

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Imagens do Wat Chedi Luang | Foto: Pelo Mundo a Dois

Wat Phan Tao: este templo fica ao lado do Chedi Luang e é construído em madeira. Tem várias lanternas e bandeiras decorando o terreno e é um espaço bem bonito. Não paga pra entrar.

Wat Phun Ohn: onde tem um flea Market às sextas-feiras. Fica próxima à um dos portões da cidade murada, a caminho do Mc Donald’s (Thapae Gate). Não paga pra entrar.

Wat Chet Lin: do lado de fora, você não dá muita importância, mas nos fundos dá pra ver onde os monges descansam, e ainda tem uma ponte de bamboo sobre um lago, que fica super legal pra fazer umas fotos! Não paga pra entrar.

Wat Sri Suphan – Templo de Prata: o templo é muito bonito e fora da cidade murada. Infelizmente, esse não pudemos visitar. A entrada custa em torno de 100 THB por pessoa.

Wat Lok Molee: fora da cidade murada, fica logo atravessando a avenida do North Gate. Ele é conhecido pela sua grande estupa, aos fundos do terreno, que é uma das maiores da cidade.

Como falamos, Chiang Mai tem templo por todo lado, e os moradores costumam se localizar na cidade pelos templos, e não pelos nomes das ruas. Então, nas suas caminhadas pela cidade, ao encontrar um templo interessante, veja se consegue fazer uma visita. Abaixo, mais alguns que vistamos (e conseguimos pegar os nomes):

• Wat Muentoom;
• Wat Pha Khao;
• Wat Chamg Taem;
• Wat Si Koet;
• Wat Inthakhin Sadue Muang.

>> Sugestão: para encontrar estes templos e outros que desejar, pode tentar falar com algum morador – os tailandeses são bem simpáticos e em Chiang Mai, mais ainda – ou pode procurar a localização no app Maps.me (usamos este app de mapas off-line em todas as nossas viagens. Ele funciona muito bem, você não precisa de uma conexão pra usar o mapa, só quando for baixar o mapa da cidade, e dá pra salvar as localizações no app pra usar mais tarde! Muito útil!)


Mercados
• Mercado Noturno Ploen Ruedee: esse mercado é mais “gourmet”, pois tinha muita opção boa de comida, mas tudo parecia mais food truck, com opções mais ocidentalizadas, talvez pra dar mais opções para os turistas. Mas recomendamos dar uma passada pra conhecer e provar comida boa!

• Flea Market: pequeno, mas com muita coisa baratinha, acontecia dentro do templo Wat Phun Ohn, às sextas-feiras.

• Sunday Market: acontece dentro da cidade antiga, e começa na área do Thapae Gate. Um dos melhores e mais recomendados, pois você encontra de tudo (compras, comidas, massagem e souvenirs) e com qualidade. Acontece aos domingos.

>> SE LIGA: talvez vocês tenham percebido que nós não falamos nada de tour que vão até “santuários de tigres” ou de lugares onde você pode “montar” elefantes. Não apoiamos nem recomendamos esse tipo de passeio.
Os animais são explorados, dopados, maltratados ou, no mínimo, vivem presos. Isso já é suficiente pra dizer que não é legal.

A realidade é que o Vi já fez isso em uma viagem anterior pra Tailândia e se arrepende muito. E, aprendemos com nossos erros acredite, pois a experiência em si não foi agradável e deixou marcas. Mas, após pesquisarmos muito e falarmos com pessoas com mais experiência e conhecimento, vimos que, apesar dessa exploração, você ainda tem chance de visitar esses animais incríveis sem fazer mal.

E mesmo assim, você vai encontrar muito lugar na Tailândia (e no Laos também) oferecendo passeio em “santuários de elefantes”, onde você pode subir e andar neles, mas que isso é normal, eles aguentam até 1 ou 2 pessoas, que é tudo muito rápido e por pouco tempo.... não acreditem, pois não é verdade!
Conversando com moradores e com pessoas que trabalhavam no santuário que visitamos, soubemos que isso, de fato, é mentira, e esse tipo de passeio deveria ser desencorajado.

Então, nosso conselho é que você pesquise muito do lugar que deseja visitar, busque informações e referências na internet, e tome sua decisão consciente! Nós fomos em um lugar que havia sido indicado por um colega e, não nos arrependemos. Só sabemos de dois nessa situação e que poderíamos recomendar: o Elephant Nature Park e o Dumbo Elephant Spa.

Visitamos animais resgatados, que viviam livres, porém, não mais em seu habitat natural, por terem sido tirados de lá muito cedo ou terem nascido em cativeiro. Mas não havia correntes, cercas, pessoas subindo neles ou algo parecido. Alimentar esses animais, vê-los andando, comendo e nadando (e até fazendo xixi!!) é muito lindo e recompensador! E isso com certeza já vai ser suficiente!

Ah, nas nossas fotos vocês podem ver uma "cerca". Na verdade, era uma parte de uma cerca, com poucos metros de extensão e que não delimitava uma área, propriamente dita. Segundo os cuidadores, esse pedaço de cerca foi colocado bem em frente à casa/cabana usada no local para dar uma "segurada" no ímpeto dos elefantes, para que eles não adentrassem com muita pressa e quebrassem tudo no local (eles são meio grandes e estabanados, afinal).

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No Dumbo Elephant Spa | Foto: Pelo Mundo a Dois

Onde se Hospedar
Nós nos hospedamos dentro da Old Town, na cidade murada, e se você está de passagem por lá, é o que mais vale a pena mesmo!
Ficando ali você pode conhecer a cidade andando, sem precisar pagar por transporte para ir aos templos próximos e explorar melhor a cidade.

Nos hospedamos no 99 Gallery Hotel, que ficava pertinho dos templos Wat Phra Singh e Chedi Luang. Achamos as instalações muito boas, o café da manhã era ótimo e pudemos caminhar por lá dia e noite problemas!
Por ali tinha vários hotéis e hostels. Achamos a localização boa. Mas, se preferir outra localização, outra sugestão é se hospedar próximo ao Thapae Gate, onde tem bastante movimento e ainda fica pertinho de onde rolam alguns dos mercados noturnos!


Comes e Bebes
Falar de um lugar pra comer é muito aquela questão de gosto ou bolso (ou os dois!), ainda mais num país com tantas opções, desde restaurantes luxuosos até os mais simples, passando pela comida de rua e os mercados noturnos!

Então, a melhor sugestão que podemos dar é: prove a comida em algum mercado noturno em Chiang Mai! É boa, barata e você vai gostar bastante do passeio!
Ainda assim, comemos em dois lugares em Chiang Mai que gostamos bastante:

Allway Cafe: tomamos um café da manhã neste restaurante, que fica bem na frente da entrada do templo Chedi Luang. Ele era meio aberto na frente, com várias mesas voltadas pra rua! Muito bom o ambiente!

Moon Pie: este é um bar, restaurante e café que ficava bem perto do nosso hotel. Jantamos um dia por ali, no andar de cima, que é meio aberto e fica de frente pra rua! Bom, barato e gostoso o lugar!

Chiang Rai


Chiang Rai fica a umas 3 horas de carro de Chiang Mai e, para visitar os 2 templos mais famosos de lá, vale fechar um tour que te leve para os dois, saindo bem cedo pela manhã e voltando no fim da tarde.

Templo Branco - Wat Rong KhunEste templo tem uma história meio diferente: um artista tailandês comprou o templo antigo e se comprometeu a restaurá-lo. Ele tem o acabamento externo todo na cor branca, com vários detalhes em ladrilhos ou pedaços de espelho! Lindo!
A decoração interna e seu acabamento é diferente: usa figuras e artes modernas (saiba mais detalhes no post sobre templos da Tailândia).

Templo Azul - Wat Rong Suea Ten: também na mesma região que o Templo Branco, é mais novo e mais tranquilo, com menos turistas. Se você for pra Chiang Rai, já aproveita e visite os dois!

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Com as garotinhas da Hill Tribe, na escadaria do Templo Doi Suthep | Foto: Pelo Mundo a Dois

Como foi nosso roteiro pela Tailândia

Roteiro Resumido

Colocamos isso em todos os posts sobre a Tailândia, caso vocês queiram saber como foi nosso roteiro em todas as cidades por lá!
Nossa viagem pra Ásia foi em dezembro: chegamos em um domingo, dia 01/12, e voltamos domingo 22/12. Nosso voo saía de São Paulo para Bangkok (ida e volta).

Como na mesma viagem passamos também por Laos, Camboja e Vietnã, colocamos abaixo apenas o nosso roteiro da Tailândia:

1. Bangkok (3 dias)
2. Chiang Mai (2 dias)
3. Koh Phi Phi (3 dias)
4. Krabi - Railay Beach (2 dias)
5. Bangkok (1 noite)

O tempo em cada cidade vai depender do tipo de turista que você é. Nós gostamos muito de Bangkok e não quisemos conhecer os templos tão na correria, por isso, ficamos os 3 dias. Pra nós é o ideal! Mas em 2 dias você pode conhecer os principais templos e pontos turísticos.

Chiang Mai é uma cidade bem menor e mais acolhedora, com vários templos pra conhecer, lugares pra comer e tomar uns drinks, passeios ao redor da cidade pra se fazer e até festivais pra ir (dependendo da época em que você for). Ficar 2 dias foi bom, mas talvez 3 dias sejam o melhor. Tem gente que fica até mais, mas se estiver com pressa, não tem por que se preocupar.
A ilha de Phi Phi é demais: tem turista pra todo canto, é cheia de festas, bares, restaurantes e tem praias lindas! Sem contar os passeios e tours que você pode fazer para visitar outras praias e ilhas da região! 

Como tem muito agito, é ideal pra quem quer conhecer pessoas, fazer amizade, ir pra festas... mas apesar do agito, Phi Phi é pra todo mundo! Se quiser paz, curtir as praias incríveis e relaxar, vá sem medo, porque lá tem de tudo! Tem uma baita estrutura e é um dos lugares que mais recebe turistas na Tailândia! Aqui, nossa opinião é que 3 dias é o mínimo pra você ficar na ilha! Se você gosta de praia, não tem erro!

Railay Beach foi uma grata surpresa pra nós! Possui boa estrutura também, mas é bem mais tranquila que Phi Phi! E, saindo de Railay, você pode fazer vários passeios pelas ilhas da região, inclusive passeios de um dia que te levam até Phi Phi! Assim como em Phi Phi, 3 dias é o mínimo! Se pudéssemos, teríamos ficado mais tempo por lá!


Gastos da Viagem

Nós viajamos por 21 dias pelo Sudeste Asiático, passando por 4 países. Por isso, foram muitos voos e traslados, fora os passeios ou lugares que com certeza iríamos conhecer. No total, foram 8 voos, 11 hotéis, fora os transfers e Grabs (Uber usado no Sudeste Asiático) e gastos com alimentação, entradas nos templos, pontos turísticos e tours que fizemos por lá.

Considerando nossa estadia na Tailândia mais ou menos 10 dias, os gastos com voo de ida do Brasil, estadia, alimentação e passeios foram R$ 8.500 por pessoa. Mas, com o dólar nesta altura (Dez/2019), a passagem saiu cara, em torno de R$ 4.000. Ou seja, metade dos custos da viagem foram com o aéreo! Pra ver como as coisas lá na Ásia são bem baratas!

Quando ir: Clima e Alta temporada


A melhor época pra ir para a Tailândia costuma ser de novembro a abril, quando o calor já é insano! O país é regido pelas monções asiáticas e costuma chover fora dessa época, então, prefira não ir de maio a outubro.

Dentro deste período costuma ser a alta temporada, que vai de dezembro a fevereiro. Nesta época é quando o clima está melhor pra visita, mas é também quando os preços vão estar pouco mais altos que o normal e tudo com maior movimento.

Documentação necessária


Visto
: Brasileiros não precisam de visto, mas precisa do certificado internacional da vacina de febre-amarela. Eles vão checar!

Ao desembarcar no aeroporto em Bangkok, você vai precisar procurar o balcão do Health Control. Lá, você vai preencher um formulário super doido (tem alguns exemplos preenchidos, colados nos pilares perto do balcão, pra você saber como fazer) e entregar para o funcionário junto com o certificado e passaporte.

Dicas rápidas e Curiosidades


Já falamos sobre o budismo e como existem templos em todo lugar pela Tailândia, que são tantos, que nem parece verdade (espere chegar em Chiang Mai para entender como realmente tem MUITO templo budista por lá!).

Mas aqui vão algumas curiosidades e coisas pra você ficar esperto por lá:

• Tire seus calçados antes de entrar nos templos, estabelecimentos, hotel ou nas casas (ou, pergunte se é necessário tirar os sapatos); os pés são considerados impuros no budismo e é falta de respeito não deixar os sapatos na porta antes de entrar;

• Saiba como se vestir para visitar os templos turísticos. Alguns são mais flexíveis e permitem que homens entrem com bermudas, por exemplo. Mas, via de regra, ombros e canelas à mostra, e o colo (para as mulheres) não são permitidos nas visitas aos templos;

• Nunca toque ou fale com um monge sem antes pedir permissão. Se quiser uma foto, conversar com eles ou pedir uma benção, peça antes;

• Na hora de fazer compras, especialmente souvenirs, pechinche! É uma prática super comum e você com certeza vai conseguir descontos!

• Se atente aos golpes: algumas pessoas ficam nos entornos dos templos ou outras atrações turísticas, abordando os turistas e informando que “tal templo está fechado” naquele dia, e se oferece para levar para algum outro ponto ou templo. Claro, isso não é um sequestro nem nada do tipo. O que eles querem, na verdade, é te levar para alguma loja parceira deles, vender algum passeio ou te levar a outro lugar, e ganhar algum trocado com isso;

• Nos templos, nunca sente com os pés apontados na direção de Buda;

• Não ande de elefante. Muita gente pode até achar contraditória, mas esse tipo de passeio é exploratório e cruel com os animais. Eles são bichos selvagens que não foram feitos pra carregar a gente, fora que eles sofrem torturas e maus-tratos para serem treinados. Visite um santuário, onde os animais abandonados ou resgatados são cuidados;

• O Rei da Tailândia é muito querido e bem visto por lá! As cidades são cheias de fotos dele e da família real. Evite apontar para as imagens ou falar mal do Rei;

• Consumir álcool na Tailândia é tranquilo, mas a venda é controlada: você consegue comprar cerveja até as 14h, mas das 14h as 17h a venda é proibida. Em algumas cidades, como Chiang Mai, isso é mais controlado, e a venda se encerra por volta da meia-noite;

• 7Eleven: a rede de mercados está espalhada em toda a Tailândia e deve ser a marca que você mais vai encontrar por lá! Tem de tudo, é bem barato e pode acabar quebrando um galhão quando você menos imaginar;

• Use o Grab – lá não tem Uber, que vendeu suas operações na Ásia para o Grab; é mais confiável que os taxis, você pode pagar no cartão e não vai ter surpresas.

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No fundo do Wat Lok Molee | Foto: Pelo Mundo a Dois

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