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Zanzibar | O que fazer em uma semana no paraíso da Tanzânia

Viagem | 1 | 3 | 04/06/2020

Pessoal, enfim, nosso post de Zanzibar chegou!!!

Vamos contar aqui tudo sobre como foi nossa viagem pra esse paraíso na África, não apenas com as dicas sobre o lugar e nosso roteiro detalhado, mas também com algumas curiosidades que pouca gente conta por aí!!!

Então, bora com a gente?

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Nós em Nungwi Beach | Foto: Pelo Mundo a Dois

Zanzibar: a ilha das especiarias, cores e cultura

Localizada na costa leste da África, Zanzibar é uma das duas grandes ilhas que formam este arquipélago. A mais conhecida é Unguja, ou Zanzibar, e a outra é Pemba.

A ilha fica a alguns quilômetros do continente é já foi ponto importante das rotas de navegação – portugueses e árabes já passaram por lá impondo períodos de domínio e cultura.

É bem conhecida por sua produção e comércio de especiarias, como pimentas e o caríssimo açafrão verdadeiro (não à toa, era parada obrigatória na época de navegação pelas Índias e do comércio de especiarias), por ter forte influência da cultura muçulmana (que hoje representa aproximadamente 95% da população) e pelas incríveis belezas naturais, como suas areias branquinhas e o mar turquesa que nem parece verdade!

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Mulher com as vestimentas tradicionais, em Paje Beach | Foto: Pelo Mundo a Dois

O que saber ao chegar em Zanzibar?

Você vai ver as mulheres andando cobertas com as burcas por lá, mesmo nas praias, muita criança pelas ruas um povo muito educado, tranquilo e hospitaleiro (e muito humilde). Também deve saber que a ilha sofre um grande efeito das marés. Todos os dias, por volta das 11h, 12h, a água recua bastante e você consegue avançar mar adentro, as vezes até alguns quilômetros, e a água retorna sempre ao final do dia, por volta das 17h. São horários aproximados, mas que é bom sempre lembrar, caso você se aventure por várias praias, como nós.

Outra coisa é que Zanzibar (e a própria Tanzânia) é muito pobre. Na região dos hotéis, principalmente, é nítida a quantidade de pessoas com condições de vida muito ruins e, até por conta dos turistas nessa área, os locais costumam de aproximar muito para tentar vender passeios, bijuterias e afins.

Saiba que eles vão te abordar para “trocar ideia”, mas o legal é ser educado e sincero: se não tiver interesse, já vise logo de cara e faça com que eles sigam em frente (vimos muita gente perder a linha com eles mas, dá pra culpá-los? A pobreza lá é clara e eles usam o turismo para sobreviver).

Os integrantes dos Maasai, uma etnia africana de seminômades que vivem na região do Kilimanjaro, estão por toda a parte em Zanzibar, falando com turistas, dançando, jogando futebol e oferecendo os trabalhos artesanais que eles fazem, e usam sandálias feitas de restos de pneu ou outro material reaproveitado. Eles são muito educados e provavelmente você vai falar com alguns deles por lá. Juntamente com a população com as vestimentas típicas muçulmanas, eles embelezam a paisagem das praias por lá com suas vestes longas e, em geral, de tons vermelhos!

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Garotinha do vilarejo próximo à Pingwe Beach | Foto: Pelo Mundo a Dois

Como chegar em Zanzibar?

Não existem vôos diretos pra Tanzânia e o mais comum para quem vai do Brasil é ir para a África do Sul (Joanesburgo) e, de lá, pra Zanzibar.

O vôo mais em conta, no nosso caso, era da Kenya Airways, saindo de Johannesburgo com conexão em Nairóbi, no Quênia, mas tem outras companhias aéreas que fazem esses trechos, como por exemplo, a Mango e a South African Airways, com vôos diretos e outras apenas com conexões. Vale checar pois não são todas as cias que fazem vôos diários pra lá.

Pra quem quer tentar economizar, tem uma opção de ir pra Dar Es Salaam (a principal cidade do país) e ir de barco para Zanzibar. Vai levar mais tempo, mas pode sair mais barato.

Conhecendo um pouco mais da ilha

A primeira coisa que é bom saber é que a ilha é beeeem grande. Do aeroporto até os hotéis em que ficamos, nas praias mais conhecidas, levamos sempre entre 1h e 2h. Varia de acordo com a região, pois não é só a longa distância, mas algumas praias ficam em áreas em que as estradas são ou muito ruins ou com trechos de terra.

Então, pensando nisso, escolhemos nos hospedar em dois locais diferentes da ilha, para facilitar conhecermos as praias e ter mais de uma experiência em hotéis.

DICA: se puder, é uma boa se hospedar em dois pontos da ilha, pra poder conhecer melhor cada região!

Acabamos lendo em alguns lugares essa mesma sugestão e não poderíamos ter escolhido melhor! Nos hospedamos em Michamvi Kae e em Nungwi, e conseguimos conhecer as partes principais da ilha.

A parte mais famosinha fica no norte, com vários hotéis alto padrão, muitos turistas, bares e restaurantes, espalhados por um trecho que vai desde a região de Kendwa até Nungwi, mais perto de onde fica localizado o hotel Essque Zalu, já no início da costa leste. Grande parte dos hotéis está por ali, tem muito movimento e concentra o turismo na ilha.

Nungwi tem praias com aquele mar turquesa de doer os olhos, e pequenas vilas, com lojas, centros de turismo, feiras de artesanato, bares e restaurantes… sem falar nos hotéis, que aceitam em seus bares e restaurantes mesmo quem não é hóspede (em toda a ilha, reparamos que isso era bem comum: você podia comer e beber nas instalações do hotel, mesmo se você não estivesse hospedado lá).

Kendwa é colada em Nungwi, também é uma região com certa concentração de hotéis e turistas e é tão linda quanto! Aliás, por ali é onde rola a Full Moon Party, festa famosa e organizada pelo hotel Kendwa Rocks todos os meses.

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Vista da praia do nosso hotel, em Nungwi | Foto: Pelo Mundo a Dois

Já no leste, onde tem praias conhecidas, vimos hospedagens em Paje que pareciam boas opções. Por ali, os hotéis eram praticamente pé na areia, bares e restaurantes de frente para as praias, tudo com bastante movimento também. Em Paje, que é famosa por quem pratica kitesurf (venta DEMAIS lá! Você praticamente não sua em Zanzibar, pois o vento é constante e acaba dando uma refrescada!!!), a faixa de areia é imensa e a praia é extensa.

Assim, as praias estão sempre vazias, sem muvuca. Bem legal! Gostamos de lá e talvez seja uma boa opção de estadia – também é uma região legal pra você conhecer as praias da região, já que fica “no centro” dessa parte da ilha.

Pingwe é a praia onde fica o famoso restaurante The Rock (talvez o mais famoso de Zanzibar) e é bem bonita. Na maré baixa, se formam bancos de areia e você consegue andar mar adentro, encontrando lugares rasos pra relaxar e piscininhas naturais pra nadar. Essa praia tem vários trechos com rochas, tornando meio difícil nadar por ali, mas é o que torna esse efeito da maré bem bacana: você consegue nadar, caminhar nos bancos de areia ao lado do The Rock e a vista é um espetáculo!

Em Pingwe a praia também é bem grande e praticamente vazia. Tem alguns bares por ali e hotéis mais ao norte do The Rock, assim como vários barcos saindo para passeios (tem passeio pra tudo: pôr do sol, nadar pra ver estrelas do mar, snorkeling… e por aí vai). Um bar/restaurante bem legal que ficamos mais no meio da tarde foi o Upendo, que é do hotel de mesmo nome e fica bem em frente ao The Rock.

Aliás, enquanto estávamos no bar do Upendo, aproveitamos pra dar uma olhada nas instalações do hotel e até bateu um arrependimento por não termos nos hospedado lá! A praia é muito legal, próximo à alguns lugares que iríamos conhecer, preço bem ok quando comparado com os demais hotéis da ilha, o bar e restaurante era uma delícia… recomendamos!

Também lemos sobre um hotel boutique que fica justamente por aqui: Matlai Boutique Hotel. Só pela praia, vale muito a pena! Essa parte da ilha foi a que mais gostamos e é uma boa pedida se hospedar lá! Facilita o deslocamento pra outras praias da região e a vista é incrível!

Por ali, gostaríamos de ter conhecido Jambiani, mas não conseguimos ir. Mas em todos os lugares que vimos fotos e pesquisamos, e pelo que o pessoal dos hotéis falavam, parecia ser uma baita praia!

Um trecho de praias em que o mar não é tão turquesa, com aquele tom incrível que vemos nas fotos, mas ainda é numa região bem legal e movimentada (cheinha de hotéis) é Michamvi Kae, mais próximo à região leste da ilha. O bom de ficar por aqui é que as praias do leste são próximas e você costuma achar hotéis com preços mais em conta.

Além das praias, o que mais tem pra fazer em Zanzibar?

* Stone Town, que é a parte antiga da cidade, onde tem o mercado local imenso, e várias ruas e vielas com comércio, hostels e mercadinhos. Por lá é fácil notar as influências árabes do povo e ver mais de perto como parte da população vive.

É bastante movimentado, cheio de locais e de turistas, e por ali fica mais fácil se locomover com um guia. Por lá dá pra conhecer onde foi a casa da família do Freddie Mercury (um dos maiores cantores de todos os tempos nasceu lá em Zanzibar!!!), o antigo palácio do Sultão que viveu na ilha (que hoje é um museu) e o forte da cidade;

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Mercado em Stone Town | Foto: Pelo Mundo a Dois

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Comércio de especiarias, no mercado em Stone Town | Foto: Pelo Mundo a Dois

* Mnemba Island: é uma ilha pertinho de Zanzibar, com águas cristalinas e vista incrível, mas ela é privada e pertence à rede de hotéis AndBeyond. É um passeio que você vai de barco e, como é proibido descer ali na ilha, eles param próximos e você pode nadar por lá, fazer snorkel e curtir. Esses passeios em geral incluem refeições e bebidinhas e levam de 2 a 4 horas. Não pudemos fazer este passeio, mas as fotos dos locais próximo à ilha são de tirar o fôlego! Custa em torno de US$ 40 por pessoa;

* Jozani Forest: é um safari que você pode fazer na floresta no meio de Zanzibar;

* Prison Island: tour até uma pequena ilha que foi usada há muito tempo como prisão para escravos rebeldes;

* Sunset Dhow Cruise: passeio super comum na ilha, em um daqueles barcos típicos de Zanzibar com velas, construídos usando técnicas antigas de origem árabe. Não conseguimos fazer, mas vale a experiência de ir neste tipo de embarcação. Custa aproximadamente US$ 35 por pessoa e alguns deles também incluíam refeição e bebidas.

E por aí vai!! Tem muita oferta de passeio por lá, para todos os gostos! Sempre consulte seu hotel pra saber mais sobre os passeios!

Roteiro – o que fizemos por lá:

1. Chegamos em Zanzibar num domingo de manhã e fomos para Michamvi Kae, no nosso primeiro hotel. Nos hospedamos no Kikoi Boutique Hotel, em um quarto que tinha uma varandinha de frente para o mar! Apesar de bem ali não ter uma faixa de areia pra curtir a praia, quer vista mais incrível que essa?

O hotel é bem pequeno e possui apenas alguns quartos. Adoramos o clima do lugar! A comida era muito boa – o chapati deles, um espécie de pão indiano muito tradicional em Zanzibar, é uma delícia – e os funcionários do hotel eram demais!

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No nosso hotel, em Michamvi Kae | Foto: Pelo Mundo a Dois

As vantagens é que nessa região estão praias conhecidas (como Pingwe, Paje e Jambiani) e as corridas de táxi até elas não saem tão caras – ida e volta ficava em torno de US$ 15. Os preços de hotéis nessa área costumam também ser mais baixos.

A única desvantagem deste hotel é que não havia uma praia tão próxima dali para irmos caminhando, a não ser na maré baixa. Mas o problema de depender da maré baixa para conhecer as praias ao redor é que você tem hora certa pra voltar, senão, tem que encontrar e pegar um táxi pra voltar por dentro da ilha.

O Kikoi foi nossa base para conhecer as praias de Paje e Pingwe, e ficamos hospedados neles até quarta de manhã.

2. Na segunda-feira, pegamos um táxi e fomos até Paje. Passamos o dia na praia, numas espreguiçadeiras de um bar pé na areia!

A praia é linda demais, com areia fininha e ótima pra nadar, e estava cheinha de gente praticando kitesurf! Aliás, essa foi a praia em que mais ventou! Mas o sol estava a mil e o dia foi ótimo! Onde ficamos estava cheio de bares e hotéis e com bastante movimento na praia!

A nossa impressão foi que em Paje foi onde mais deu pra sentir os efeitos das marés. Quando a água recuou, nós andamos muito mar adentro. O pessoal que estava no kitesurf até ficava pequenininho lá ao fundo, pois como ficou muito raso, eles tiveram que procurar onde as águas eram um pouco mais fundas pra continuar com o esporte. Mas esse efeito todo da maré baixa é bem legal porque conseguimos fazer fotos no meio do mar, com aquela água transparente batendo nos joelhos, e o turquesa das águas mais ao fundo! Sem palavras!

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Em Paje Beach | Foto: Pelo Mundo a Dois

3. Na terça-feira reservamos o dia pra ficar em Pingwe Beach, pois como havíamos reservado um “jantar” no The Rock no fim da tarde, ficava mais fácil e nos poupava um deslocamento de táxi (Dica: o The Rock é um ponto turístico famoso e é melhor tentar reservar antes de ir, pois ele costuma encher bastante e não é fácil conseguir lugar de última hora.

Reservamos pelo site e eles entraram em contato conosco via e-mail confirmando a reserva, super simples! Reserve no site http://www.therockrestaurantzanzibar.com ou através do e-mail booking@therockrestaurantzanzibar.com).

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Chegando no The Rock com a maré baixa | Foto: Pelo Mundo a Dois

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Vista do deck do The Rock com a maré baixa | Foto: Pelo Mundo a Dois

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Nathara posando em Pingwe Beach, na maré baixa | Foto: Pelo Mundo a Dois

A praia em si é muito vazia e tranquila, apesar de ter alguns bares e hotéis por ali, e bem diferente de Paje, pois em boa parte dela tinha várias rochas e corais onde começa o mar, e em Paje é aquela imensa faixa de areia mais lisa. Por isso, o melhor momento pra nadar na praia é quando a maré está baixa! Se formam vários bancos de areia e piscinas naturais, e aí fica fácil de passar pelas pedras e chegar onde é só aquele mar lindo e areia fininha pra pisar!

Nós chegamos lá pela manhã, demos uma volta na praia pra conhecer a área, fomos até o The Rock enquanto ele estava vazio para já sentir a vibe do lugar e ver o deck que fica ao fundo do restaurante, onde você consegue fazer fotos daquela imensidão de mar turquesa! Foi legal porque conseguimos uma foto antes, com a maré baixa, e uma foto depois, já com a maré alta, e dá pra notar bastante a diferença nas águas!

Fora que foi bem mais fácil tirar fotos mais cedo, porque, na hora em que o restaurante está com movimento, muita gente se aglomera no deck pra tentar uma foto!!

4. A quarta-feira foi nossa despedida da região leste de Zanzibar e do Kikoi Hotel. Após o café da manhã, fomos de taxi para Nungwi Beach, num trajeto de mais ou menos 1h e 30 minutos. Nós ficamos no hotel Smiles Beach, bem na ponta norte da ilha, indo no sentido de Kendwa Beach. Ali é bem mais movimentado que as outras praias em que estivemos, com muitos restaurantes, bares, comércio e também mais turistas. É uma praia muito famosa e tem uma vista sensacional do mar!

Por ali tem opções de praias para se conhecer caminhando na região, e em parte delas também tem formações de bancos de areia na maré baixa. Também tem mais opções pra curtir a noite e encontramos desde lugares mais românticos para os casais aproveitarem, até bares e lugares com mais cara de balada.

Em Nungwi também tem as várias opções de passeios, como os passeios de barquinhos dhow para ver o pôr do sol, ou os passeios até Mnemba Island. Ficamos em Nungwi até sexta-feira após o almoço, aproveitando o restinho do hotel antes de irmos de volta para o aeroporto.

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Nathara em Nungwi Beach| Foto: Pelo Mundo a Dois

5. Para aproveitar melhor os dias de praia e ajudar com a logística, optamos por deixar para conhecer Stone Town no último dia da viagem. Nosso vôo de volta para Joanesburgo saía na sexta-feira a noite e o check out do hotel era por volta do meio-dia. Assim, pegamos uma praia de manhã e ficamos no hotel até a hora do almoço, pra conseguir tomar um banho antes de ir embora, e aproveitamos o caminho para o aeroporto para conhecermos Stone Town – do hotel até lá era por volta de 1h e 30 minutos e, de lá até o aeroporto, uns 20minutos. Gastamos umas 2 horas e pouquinho caminhando e conhecendo Stone Town e, depois, fomos até o aeroporto.

Vantagem de ter feito isso foi que aproveitamos a manhã na praia, gastamos apenas um táxi para irmos até lá (se fosse em outro dia, teria saído uns US$ 100 ida e volta até o hotel, mais US$ 50 do hotel até aeroporto para irmos embora) e, de quebra, ajudamos o nosso motorista – O Jeff, que foi indicado pelo hotel, já havia nos levado para outra volta na ilha antes e fechou conosco a ida para o aeroporto e ficou como guia por Stone Town, nos explicando tudinho por lá. Ele cobrou os mesmo US$ 50 para isso e já era de confiança. Ficamos tranquilos em deixar nossas malas no carro dele enquanto andávamos pela cidade.

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Em Stone Town, na rua da casa do Freddie Mercury | Foto: Pelo Mundo a Dois

DICA: recomendamos que pra pegar um táxi, você combine o valor com o hotel e espere que eles chamem o táxi. Como a comunicação lá pode ser meio difícil, mesmo em inglês, você evita se meter numa fria.

Onde se hospedar em Zanzibar

Em relação à localização na ilha, adoramos ficar tanto na parte mais famosa da ilha (Nungwi, ao norte) quanto no leste, em Michamvi. Na verdade, gostamos até mais ali das praias de Pingwe e região, pois eram lindas e muito tranquilas, e o movimento e agito do norte não fez falta, pois encontramos bares e restaurantes ótimos lá. Mas achamos mesmo que a melhor opção é tentar se hospedar em duas regiões diferentes da ilha, pois você consegue conhecer melhor as praias de cada parte e ainda economiza um pouco com o transporte.

Em relação aos hotéis, conhecemos vamos falar de alguns que vimos por lá e eram ótimas opções:

Upendo Zanzibar: esse hotel fica na praia de Pingwe. Estivemos lá na tarde em que fomos ao The Rock (ele fica de frente ao restaurante) e achamos este hotel incrível! A praia é linda, super tranquila e o hotel é bonito, tem um ambiente bem descontraído e uma piscina de borda infinita de frente pro mar! Caminhamos pelas áreas comuns do hotel e achamos ele o máximo! Bateu até um arrependimento de não termos ficado lá – achamos que ele estava super com conta para o que ele oferecia!! Se voltássemos para Zanzibar, com certeza tentaríamos nos hospedar lá! Sem falar que seu bar e restaurante era muito bom, com ótimos drinks e boa comida! E, claro, preço super justo!

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Bar do Upendo, com o The Rock ao fundo | Foto: Pelo Mundo a Dois

Kikoi Boutique Hotel: foi onde nos hospedamos e fica em Michamvi Kae. É um pouco mais em conta e é bem pequeno, então, não tem aquela impressão de resort. Tem uma vista linda do mar e alguns quartos são de frente para o oceano! Só não tem uma praia pertinho pra você curtir – tem que caminhar um pouco pela área na maré baixa. Mas fica próximo às praias de Paje e Pingwe;

Essque Zalu Zanzibar: um dos hotéis mais conhecidos da ilha, é um espetáculo! Localizado em Nungwi, tem um píer imenso onde funciona o bar e restaurante The Jetty, que é aberto para quem não é hóspede. Visitamos o hotel para conhecer as áreas comuns e é incrível! Tem uma piscina imensa, com vista para o mar, é super moderno e com uma baita estrutura. É mais caro que outros hotéis mas, pra quem quiser investir um pouco mais, ou se for uma ocasião especial, é a melhor pedida!

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Píer do hotel Essque Zalu Zanzibar | Foto: Pelo Mundo a Dois

Boutique Hotel Matlai: tentamos nos hospedar aqui, mas já não tinha disponibilidade quando fechamos a viagem. Fica na mesma praia que o The Rock e o Upendo, mas é mais ao norte. Também tem ótima estrutura, com piscina de frente para aquele mar turquesa e é lindo demais. E achamos ótimas recomendações dele em alguns blogs e sites;

Nungwi Dreams: encontramos este hotel caminhando por Nungwi, quando estávamos indo para os bancos de areia e, acreditem, ele é sensacional! Tem uma piscina de borda infinita no alto de uma escadaria que dá na areia, de frente para um dos trechos de praia mais lindos da região, e tem uma estrutura super moderna e incrível! É um sonho! É um hotel alto padrão, mas bem mais em conta que o Essque Zalu, por exemplo. Mas não fica muito atrás, não! É outro hotel que, se voltássemos à Zanzibar, tentaríamos nos hospedar lá (em uma das “pequenas extravagâncias” da viagem).

Comer e beber em Zanzibar

The Rock: Talvez o ponto turístico mais famoso de Zanzibar, em Pingwe, é bem legal pelo local em si: fica em cima de uma rocha, no mar, e tem um deck no fundo que tem aquela vista incrível do mar! A comida não achamos nada de mais e o valor é bem salgadinho, mas vale a pena conhecer;

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Chegando no restaurante The Rock | Foto: Pelo Mundo a Dois

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Na saída do The Rock, já com a maré alta | Foto: Pelo Mundo a Dois

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Foto no deck, ao fundo do The Rock, com a maré alta | Foto: Pelo Mundo a Dois

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Vista do The Rock | Foto: Pelo Mundo a Dois

Upendo: de frente ao The Rock, pertence ao hotel de mesmo nome. Gostamos muito do ambiente e dos drinks. Algumas pessoas estavam almoçando por lá e os pratos pareciam ótimos, mas nós ficamos petiscando. Se não for pra comer, só tomar alguma coisa já é bem legal! Gostamos!

Langi Langi: jantamos uma noite no restaurante deste hotel e nossos pratos foram frutos do mar. A comida estava uma delícia e o ambiente é bem legal porque as mesas ficam em um deck, com a água do mar batendo bem abaixo de nós! Durante o dia, tem uma vista espetacular do mar turquesa! O hotel e restaurante fica em Nungwi;

The Jetty: restaurante e bar do hotel Essque Zalu Zanzibar, em Nungwi, fica em um píer construído pelo hotel mar adentro e, olha, que vista!! É muito legal lá e ficamos apenas para tomar uns drinks, mas nos serviram alguns petiscos (como cortesia!!!) enquanto bebíamos e tiramos várias fotos lá! Os preços são maiores do que no restante da ilha, mas alguns são muito bons! Vale a pena provar o drink com wasabi!

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Tomando uns drinks no The Jetty | Foto: Pelo Mundo a Dois

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No píer do The Jetty | Foto: Pelo Mundo a Dois

Gerry’s Bar: parece um pub e fica ali na região de Nungwi. Você consegue uma vista do por do sol que é demais, ele é todo aberto para a praia e tem um ambiente mais jovem. Legal pra quem curte tomar umas cervejas;

Flame Tree Restaurant: ficava ao lado do nosso hotel (Smiles Beach) e era um hotel com esse restaurante beach front. Não era nada espetacular, mas a comida era gostosa e o ambiente a noite bem romântico: tudo com luz de velas e iluminação baixa.

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Vendo o pôr do sol no Gerry’s Bar, em Nungwi Beach | Foto: Pelo Mundo a Dois

Quanto gastamos na viagem?

• Vôo de ida: R$ 1.400 por pessoa (Latam, saindo de São Paulo);

• Vôo pra Zanzibar: R$ 1.700 por pessoa (esse aéreo normalmente é mais caro);

• Estadias: R$ 230 por pessoa (valor médio das diárias);

• Passeios, Alimentação e outros gastos: US$ 400 por pessoa – foi a quantia que levamos na viagem e fizemos basicamente tudo com esse dinheiro. Foi super tranquilo!

• Táxi: dá pra falar que o custo médio das corridas de táxi eram US$ 50;

• Alimentação e bebidas: o preço médio de uma refeição era de uns US$ 8 por pessoa, drinks uns US$ 6 e cervejas por volta de US$ 3,5.

A viagem toda acabou saindo entre R$ 5.800 e R$ 5.900 pra cada. Pra visitar essa paraíso, não tá tão ruim, vai!?!?

O que você precisa saber

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Resumo do nosso Roteiro:

Nessa viagem, o que fizemos foi voar até Joanesburgo e, de lá, pegamos um vôo até Zanzibar.

Chegamos num sábado de manhã na África do Sul e passamos o dia lá, pois nosso vôo era apenas a noite.

Na volta, saímos na sexta a noite de Zanzibar e chegamos sábado de manhã em Johanesburgo, e passamos o dia novamente lá, já que a gente só voltaria para o Brasil no domingo. No total, essa viagem foi da sexta 16/08 até domingo, 25/08/2019:

• São Paulo –> Joanesburgo: passamos o sábado por lá, conhecendo Soweto e curtindo a cidade;
• Joanesburgo –> Nairóbi –> Zanzibar: nosso vôo não era direto e paramos em Nairóbi, no Quênia, por 50 minutos;
• Zanzibar (domingo): curtimos a praia de Michamvi Kae;
• Zanzibar (segunda): fomos para Paje e fizemos um Sunset Cruise em Michamvi;
• Zanzibar (terça): Conhecemos Pingwe e o The Rock;

• Zanzibar (quarta): Fomos para o norte da ilha e ficamos em Nungwi;
• Zanzibar (quinta): Curtimos o dia nas praias de Nungwi e fechamos o dia com drinks no The Jetty;

• Zanzibar (sexta): aproveitamos a praia pela manhã e conhecemos Stone Town, já a caminho do aeroporto;
• Zanzibar –> Nairóbi –> Joanesburgo: voltamos pra África do Sul e curtimos mais um sábado na cidade;
• Joanesburgo –> São Paulo: chegamos no Brasil já no final do domingo.

DICA: evitem essas conexões tão curtas! Quase perdemos o vôo do Quênia pra Zanzibar porque o vôo de Joanesburgo atrasou (e era da mesma cia aérea!)

Transporte: como se locomover em Zanzibar?

Dúvida: Taxi, aluguel de carro ou transporte coletivo?

Bem, apesar de ser uma possibilidade, pegar o transporte coletivo por lá não vai ser algo fácil: é bem cheio e não é nada parecido com os ônibus daqui do Brasil.

Alugar um carro é possível e até vimos um bom número de turistas dirigindo. O problema é que parece ser bem comum a polícia de lá parar os carros para checar documentação.

Andando de táxi por lá, chegamos a ser parados até 4 vezes durante o mesmo trajeto! Lemos muitas reclamações deste tipo de turistas por lá e acabamos vendo nosso próprio taxista “se estranhar” com um policial. Como as distâncias são bem grandes na ilha (do aeroporto até Pingwe, levamos quase 2 horas de taxi, lembra?), você corre o risco de ser parado por policiais e ter algum tipo de problema.

Lembrando que eles não falam inglês muito bem e a comunicação fica meio difícil, fora que as ruas e estradas não são lá aquelas coisas…

Assim, por experiência própria, melhor evitar problemas e poupar uma dor de cabeça: vá de taxi!!!!

Nós pedimos o táxi pelo hotel, pois era mais confiável. Facilitava também na hora de agendar algum transporte: deixávamos combinado com o hotel qual o horário em que deveriam nos buscar, até pra evitar algum atraso, já que podia levar um tempo até o motorista chegar.

E, se quiser conhecer Zanzibar, mas ainda for apenas um sonho…. é só se programar e vai acontecer! E, se precisar de uma ajuda, conte com a gente!!!

Se quiser mais alguma dica, ou se sentiu falta de alguma info por aqui, entra em contato com a gente!

Hakuna Matata!

Texto: Vinícius Marchetti | Fotos: Pelo Mundo a Dois

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Guilherme Queiroz

Guilherme Queiroz

Olá. Estamos em Zanzibar. Diga que vc tem o contato do Jeff para nós passar por favor!

Pelo Mundo a Dois

Pelo Mundo a Dois

Olá! Desculpa por não termos visto antes a mensagem! Por sorte, temos a foto do cartão do Jeff aqui: +255623-644471 (Tel) e +255622-701050 (Whatsapp)

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Raquel

Raquel

👏👏👏 Queria ir mas meu inglês é bem ruim . Daí com tantas línguas diferentes lá , fica mais difícil. Ainda mais que pensei em ir só. 😏 Adorei a sua explicação ! Parabéns! Lindas praias , apaixonei !

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