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Dicas de roteiro no Sudeste Asiático

Viagem | 5 | 27/04/2020

O Sudeste Asiático é um destino que desperta interesse em muita gente, seja por suas belezas naturais ou por sua cultura tão diferente e impactante!

Apesar de ser um paraíso para mochileiros, já que é conhecido como um destino low-cost, bem barato, essa parte da Ásia é muito mais que isso!

Por lá é possível visitar desde praias e lugares paradisíacos a cidades caóticas e aconchegantes, provar uma culinária deliciosa e diferente e conhecer uma cultura muito rica! Tudo isso, aproveitando os preços por lá, que são mesmo mais em conta!

Em épocas em que o valor do dólar não está muito amigável, toda economia importa muito! Estadia, comida e transporte por lá são bem baratos, e o que vai pesar mais será o preço da passagem aérea.

Dicas valiosas pra essa viagem, que você vai encontrar aqui neste post são:

Conhecer um pouco do lugar, para ficar por dentro da cultura e costumes e evitar cometer alguma gafe;
• Pensar quanto tempo vai ficar por lá, pois em uma viagem de muitos deslocamentos, bagagem leve é importante;
• Saber quando ir, evitando as monções e
• Saber quais países exigem visto de brasileiros (ou outros documentos).

 Fizemos essa viagem em 21 dias, em dezembro de 2019, e visitamos Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã, e foi bem corrido. Mas muita gente encara fazer mais países em viagens de 20 a 25 dias, incluindo Malásia e/ou Singapura, por exemplo.

Nossa sugestão é: vá com calma e, se puder, aproveite melhor cada país e sua viagem vai ser melhor ainda!

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Caindo na água em Pi Leh Lagoon, na região de Phi Phi | Foto: Pelo Mundo a Dois

Um pouco sobre o Sudeste Asiático


Uma região com diversas nações de culturas marcantes e que despertam o interesse de muita gente: isso é o Sudeste Asiático!

A Ásia é o maior continente do mundo e essa é uma região que fica basicamente entre Índia e China, englobando países como Myanmar, Camboja, Indonésia, Malásia, Filipinas, Laos, Singapura, Tailândia e Vietnã, cada um com sua particularidade e beleza.

Por ali você vai conhecer uma culinária marcante, com muito arroz, macarrão, frutos do mar, e que é muito famosa por ser picante e condimentada, além da cultura fortemente influenciada pelo budismo e hinduísmo e das cidades com trânsito muito mais cheio (ou caótico) do que estamos acostumados a ver aqui no Brasil.

Também encontrará pessoas muito receptivas e atenciosas, que não perdem o sorriso no rosto mesmo em meio à situações tão adversas da vida – um pouco como o povo brasileiro, não!?

Boa parte da população da região tem vida predominantemente no campo (algo em torno de 60% das pessoas), e a agricultura é mesmo parte relevante da economia de vários países da região, com destaque para a produção de arroz.

Aliás, plantações de arroz e fazendas são parte do turismo em países como o Vietnã e Camboja. Apesar dos povos da região serem muito lembrados justamente por estas características “camponesas”, por lá existem grandes metrópoles mais desenvolvidas, a exemplo de Bangkok, Jacarta, Kuala Lumpur e Ho Chi Minh.

Dito isso, muita gente pode pensar que é um lugar de estrutura ruim, uma viagem pra se passar perrengue. Puro delírio!

A região possui boa estrutura para o turismo, com extensa rede hoteleira, muitas agências de viagens e passeios, e isso fica evidente pela enorme quantidade de turistas norte-americanos e europeus por lá!

Dos países que visitamos, a Tailândia está mais bem preparada para o turismo, mas o Camboja, Vietnã e Laos não deixam a desejar. Uma das nossas melhores estadias foram em um hotel do Laos, e nossa experiência no Camboja relacionada à atenção com os turistas foi a melhor possível!

Nós adoramos a viagem!

Como foi o nosso roteiro


Pensando em quantos dias ficar ou quantos países visitar, não acreditamos que tenha certo ou errado nem uma quantidade ideal de dias, mas sim o que você quer fazer e qual seu sonho. Claro que é sempre melhor se você tem mais tempo pra aproveitar mais os lugares, mas o que vale é você adequar seu roteiro e aproveitar ao máximo!

Pra nós, 21 dias foi bastante puxado, considerando tudo o que fizemos, e isso porque deixamos muita coisa de fora. Mas temos amigos que foram pra Malásia e Singapura com 25 dias de férias e acharam o máximo!

Tenha em mente que, geralmente, o dia de viagem entre cidades/países pode ser um dia perdido (a não ser que você viaje durante a madrugada), então, fica bem apertado mais que 4 países em 20 dias.

Nossa viagem pra Ásia foi em dezembro: chegamos em um domingo, dia 01/12, e voltamos domingo 22/12. Nosso voo saía de São Paulo para Bangkok (ida e volta). O que fizemos foi:


1. Tailândia: Bangkok (3 dias)
2. Laos: Luang Prabang (2 dias)
3. Camboja: Siem Reap (2 dias)

4. Vietnã: Hanoi (1 dia)
5. Vietnã: Ha Long Bay (2 dias)
6. Vietnã: Hoi An (3 dias)
7. Tailândia: Chiang Mai (2 dias)
8. Tailândia: Koh Phi Phi (3 dias)
9. Tailândia: Krabi - Railay Beach (2 dias)
10. Tailândia: Bangkok (1 noite) – > São Paulo

Esse roteiro meio “doido”, entrando na Tailândia duas vezes, foi mais por conta dos preços das passagens que encontramos na época e porque a Tailândia não pede visto para brasileiros, o que dificultaria bastante essas idas e vindas.


Ah, também queríamos fazer TUDO e terminar a viagem com praia, por isso, nossa última parada na viagem foi em Phi Phi e Railay Beach.

Mapa com os locais onde ficamos

Conhecendo um pouco mais sobre os países


Tailândia


Você sabia que aproximadamente 95% da população tailandesa é budista?

Por lá, a prática da religião é levada bem a sério e a cultura do país é claramente influenciada por estes ensinamentos e costumes. Esse é um dos motivos que justificam o país ter por volta de 40 mil templos budistas! Proporcionalmente, se a Tailândia tivesse o tamanho do Brasil, eles teriam nada menos que 600 mil templos!!!! É muita coisa!!!

Em cidades menores como Chiang Mai, os moradores e taxistas costumam se localizar não por nomes de ruas, mas pelos templos, de tantos que existem por lá!!

O país também é conhecido por suas praias lindas e belezas naturais, alguns até palco de filmes de Holywood, como A Praia (com Leonardo Di Caprio), que tornou a ilha de Maya Bay super famosa, ou mesmo a James Bond Island, que na verdade se chama Khao Phing Kan, que foi palco de um filme do 007 na década de 1970. Fora Bangkok, que também apareceu no segundo filme da série Se Beber Não Case!

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Visitando o Wat Doi Suthep, o Tempo da Montanha, em Chiang Mai | Foto: Pelo Mundo a Dois

A região de Koh Phi Phi, Krabi e Phuket talvez seja a mais famosa das praias do país e atrai muitos turistas, mas por lá tem muito mais coisa pra se visitar e várias opções de praias!

O sul do país é repleto de ilhas e lugares lindos, e dá pra encontrar lugar com luxo ou bem mais em conta, onde rola mais festa e onde é ideal pra se relaxar, lugares mais conhecidos e movimentados e outros com belezas mais inexploradas.

Exemplos são:
• Koh Samui (uma ilha com mais luxo);
• Koh Tao, Koh Lipe e Koh Lanta (ideal pra relaxar, já que são mais inexploradas e tranquilas);
• Koh Phangan (onde rola a Full Moon Party),
• Koh Phi Phi, Krabi e Phuket (já mencionados antes).

Ah, “Koh”em tailândes significa “ilha” e por isso os nomes aí começam assim! =)

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Foto tirada no nosso barco, na região de Phi Phi | Foto: Pelo Mundo a Dois

Com uma gastronomia muita rica, também vale dizer que visitar a Tailândia significa comer muito bem e experimentar muita coisa diferente. Foge muito do que estamos acostumados aqui no Brasil e no Ocidente, a comida é mais condimentada e apimentada, e tem o famoso pad thai (a receita de macarrão de arroz frito encontrada em todo lugar) e muitos frutos do mar!

Os pratos tailandeses (e asiáticos, como um todo) tem geralmente um apelo mais saudável, pois usam muitos legumes e frutas em suas receitas e, mesmo pra quem tem receio, vale experimentar e saborear como é a cultura de um lugar tão diferente!

Achamos que a Tailândia é incrível até em tempos de dólar alto: lá tudo é bem barato, principalmente longe das praias, e você consegue curtir bem sem gastar horrores!

Comes e bebes por lá saem muito em conta, bem mais barato que no Brasil (se você mora em uma cidade como São Paulo, então, essa diferença fica clara).

A estadia também é bem barata e você consegue economizar mesmo se não ficar em quartos de hostels com várias pessoas! Encontra-se ótimas opções por preços super honestos!

A única coisa que sai mais cara nessa viagem é a passagem aérea. Mas, considerando que você está indo para o outro lado do mundo, faz até sentido, não?

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No Wat Pho, o Templo do Buda Deitado, em Bangkok | Foto: Pelo Mundo a Dois

Clima – Quando ir: A melhor época pra ir para a Tailândia costuma ser de novembro a abril, quando o calor já é insano! O país é regido pelas monções asiáticas e costuma chover fora dessa época, então, prefira não ir de maio a outubro.

Visto: Brasileiros não precisam de visto, mas precisa do certificado internacional da vacina de febre-amarela. Eles vão checar!
No desembarque, você vai precisar procurar o balcão do Health Control. Lá, você vai preencher um formulário super doido (tem alguns exemplos preenchidos, colados nos pilares perto do balcão, pra você saber como fazer) e entregar para o funcionário junto com o certificado e passaporte.

Camboja


Com uma população muito cordial e receptiva, nem passa pela sua cabeça que um dos maiores massacres da história aconteceram ali.

O país foi dominado entre 1975 e 1979 pelo Khmer Vermelho, nome como ficou conhecido o Partido Comunista Cambojano, em um período em que houve repressão da população, enviada em sua maioria para viver no campo sob trabalho forçado, construção de campos de concentração e milhares de execuções, domínio total do estado sobre a indústria e a sociedade, eliminação do budismo como religião, extinção do sistema bancário e destruição de templos, escolas e até hospitais.

Foi um tempo muito triste e que matou muita gente (estima-se que aproximadamente 1,5 milhão de pessoas morreram durante o regime), deixando marcas profundas nas pessoas. Após o período de domínio do Khmer Vermelho, o país sofreu com invasões e só depois de muitos anos, na década de 90, e com apoio de outros países, o Camboja voltou a se reestruturar, se reformulando e deixando para trás um período de quase 30 anos de guerras.

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Foto no Angkor Wat, no Camboja | Foto: Pelo Mundo a Dois

Atualmente, o Camboja recebe muitos visitantes e, mesmo atrás de seus vizinhos Tailândia e Vietnã no quesito turismo, o lugar surpreende pela cordialidade, receptividade e estrutura!

O país possui praias bem bonitas e mais vazias que as da Tailândia, um povo muito educado, cultura também influenciada pelo budismo, templos históricos e é extremamente barato! Tudo lá era MUITO em conta e até nos assustou quando chegamos (talvez seja o destino mais barato que já visitamos). Chega a ser insano você pagar R$2 uma cerveja de 500ml, ou pagar R$ 20 um jantar para 2 pessoas!

Se para nós brasileiros, os custos dessa viagem são baixos, imagina para quem tem o dólar ou euro como moeda!!! Deve ser por isso que, tirando os chineses, a maioria dos turistas pareciam ser americanos e europeus!!

O país faz fronteira com a Tailândia, Laos e Vietnã e, como curiosidade, possui o maior complexo religioso do mundo, que são os templos de Angkor Wat, e uma das ruínas dos templos do Camboja, chamado Ta Prohm, foi palco do filme Tomb Raider com a Angelina Jolie. 

Este complexo foi abandonado durante o século XV e a floresta acabou “engolindo” a construção, o que dá uma aparência muito diferente pro lugar, com os troncos das árvores passando pelo meio das construções!

Nós acabamos ficando apenas em Siem Reap e não conhecemos a capital Phnon Penh, primeiro por conta do tempo de viagem, e outra porque, para se conhecer os templos de Angkor, a cidade base é Sieam Reap.

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Foto em uma das ruas de Siem Reap, no Camboja | Foto: Pelo Mundo a Dois

Clima – Quando ir: Assim como acontece em boa parte do Sudeste Asiático, o Camboja também é influenciado pelas monções.

Você pode considerar que o ano tem basicamente duas épocas: a seca e chuvosa. De novembro a abril é a melhor época, já que de maio a outubro chove bastante por lá.

Visto: Brasileiros precisam de visto para o Camboja. Pra conseguir o visto, basta fazer o procedimento on-line através do site https://www.evisa.gov.kh . Super prático, você só precisa criar um cadastro e preencher os dados no site e pagar a taxa (US$ 37). Depois, é só aguardar receber o documento por e-mail e imprimir! O documento deverá ser apresentado chegando na imigração.

Laos


Ex-colônia francesa, o Laos é o mais inexplorado e fechado dos países que visitamos, e também o mais simples. Mas isso não significa que o lugar não tem todo um charme: a cidade de Luang Prabang, onde ficamos, é cheia de cafés e bistrôs, claramente uma influência francesa, tem um mercado noturno enorme e pessoas muito calmas e simpáticas! Tudo muito acolhedor e aconchegante!

O Laos é um país socialista e ainda muito fechado em suas relações com o exterior. Apesar de estar se desenvolvendo aos poucos, principalmente na capital Vientiane, o lugar ainda é caracterizado por ser muito tranquilo, com uma população pequena, pacata e com influências do budismo.

O país vive basicamente da atividade agrícola, sendo que o cultivo do arroz é um dos principais produtos da economia. Os entornos das cidades tem uma aparência bem rural e mesmo as maiores cidades não são lá muito grandes, principalmente quando comparadas às metrópoles da Ásia.

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Nas cachoeiras de Kuang Si Falls, no Laos | Foto: Pelo Mundo a Dois

Algumas curiosidades sobre o país:

• Luang Prabang, a cidade que conhecemos, é Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Isso quer dizer que a cidade é reconhecida como de importância única para a humanidade, e não apenas para o Estado em que se encontra, dado sua cultura e história!

• A cidade é realmente bem legal, muito acolhedora, pacata e super bem cuidada! E tudo lá era MUITO barato!! O lugar tem vibe super relax, e é legal ficar pelo menos uns 2 dias por lá! A cidade conserva vários templos budistas super antigos e essa influência religiosa é muito nítida no dia a dia das pessoas;

• O Laos já foi conhecido como “a terra dos elefantes”, devido ao grande número de animais que viviam em seu território. Hoje não existem mais tantos assim, sendo que boa parte está em cativeiro ou sendo explorada no turismo;

• Na época da Guerra do Vietnã, o país foi intensamente bombardeado pelos Estados Unidos mesmo sem estar envolvido diretamente na guerra. Estima-se que foram lançadas mais de 2 milhões de bombas em seu território, dando-lhe o título de “o país mais bombardeado do mundo”. Até hoje, alguns locais não são abertos para movimentação por conta do risco de explosão de artefatos da guerra não recuperados;

• O rio Mekong corta o país de norte ao sul, mas ele é bem extenso e cruza outros 6 países: nasce no Tibete e passa por China, Mianmar, Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã. Ele inclusive, foi palco de batalhas durante a Guerra do Vietnã;

• O mais curioso sobre o rio está no trecho que passa pela Tailândia: esferas reluzentes, similares à bolas de fogo, saltam das águas do rio em direção ao céu! Esse fenômeno da natureza ainda não é completamente explicado pelos cientistas e, todo ano, as pessoas ficam na margem do rio no trecho em que isto ocorre para admirar o evento, já que os locais acreditam ser uma obra de um ser mitológico (ou um deus): a serpente Naga.

Não visitamos a capital do país ,Vientiane, mas se você tiver mais tempo, vale tentar dar uma esticada na estadia pra aproveitar melhor Luang Prabang e tentar conhecer a capital! Dizem que é bem legal também!

A nossa visita era mais focada em conhecer a cidade de Luang Prabang, porque a gente queria ver a procissão dos monges para arrecadar alimentos (conhecida como a Ronda das Almas) e também conhecer a incrível Kuang Si Falls, que é uma série de quedas d`água de tirar o fôlego!

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Nas cachoeiras de Kuang Si Falls, no Laos | Foto: Pelo Mundo a Dois

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O Mercado Noturno de Luang Prabang sendo montado | Foto: Pelo Mundo a Dois

Clima – Quando ir: O clima lá é tropical de monção. Costuma ser quente e chuvoso de maio a outubro. Já de novembro a janeiro o clima está mais fresco e a partir de fevereiro fica mais quente e seco. A melhor época costuma ser de dezembro a abril, com mais chances de evitar chuvas.

Porém, fomos em dezembro e as noites e manhãs eram bem frias, o que nos impediu de sequer tentar entrar nas cachoeiras de Kuang Si, de tão gelada a água e o tempo. Se puder, prefira a época mais quente, a partir de fevereiro!

Visto: Brasileiros precisam de visto para o Laos. Fizemos o visa on arrival, chegando no país. É a maneira mais fácil de conseguir o visto e não houve complicações. Ao chegar no aeroporto, você deve pegar a fila do visto e entregar um formulário preenchido (as cias aéreas costumam fornecer o formulário, mas você pegar e preencher no aeroporto também), junto com uma foto 3 x 4cm e pagar a taxa de US$ 30. Lá era possível pagar a taxa com dólar ou bahts tailandeses, mas o câmbio não é muito bom (melhor usar dólar). Leve dinheiro trocado!

Vietnã


Curiosidade que nos impressionou: na capital do país, Hanoi, tem em torno de 7 milhões de habitantes e, pasmem, aproximadamente 6 milhões de motos!!

É quase 1 moto pra cada morador!! Se você já vu alguma foto ou vídeo do trânsito caótico na Ásia, provável que tenha sido no Vietnã – na maior cidade do sul do país, Ho Chi Minh, acontece o mesmo!

O país provavelmente é mais conhecido pela guerra do que por qualquer outra coisa – a Guerra do Vietnã durou pelo menos 15 anos, terminando com um saldo de mais de 2 milhões de mortos e marcas que duram até hoje, e não apenas no povo vietnamita, diga-se de passagem.

Desde o fim da guerra e consequente unificação do norte (que era socialista) e do sul do país, o regime instaurado foi o do socialismo e isso é visto em toda parte, com símbolos e bandeiras espalhadas em vários lugares, bem como imagens dos heróis do país pintadas em várias paredes e murais pelo país.


Antes de irmos, pessoas nos diziam pra tomar cuidado: “Lá é perigoso! Cuidado, eles são comunistas! Fiquem espertos! Vocês vão pra lá pra passar perrengue!”. E, de verdade, com exceção da Tailândia, nos disseram isso sobre os demais países também!

Sim, o país é socialista. Sim, eles comem cachorro (e no Laos também) e o trânsito por lá é caótico (a regra parece ser não ter regra). Mas nada disso pareceu ser um problema. Não sentimos nenhuma insegurança, tudo correu sem problemas e não passamos perrengue! E, assim como no Laos, o país tem muita influência da colonização francesa, que fica evidente nos cafés e em várias construções!


Devido ao desenvolvimento do país, com um crescimento econômico e diversificação da economia – antes muito voltada para atividades primárias, com destaque para a produção de arroz (claro!) e café – o país já está muito mais aberto e não se parece em nada com o que vemos em filmes, todo devastado pela guerra e pobre.

O Vietnã tem índices de criminalidade baixos (segundo o próprio site do Itamaraty) e uma estrutura muito boa para turismo. Não é a toa que lá tem muito europeu e muito norte americano também! As cidades tinham várias opções de restaurantes com pratos ocidentais, casas de câmbio em todos os lugares (principalmente nas maiores cidades) e muitos serviços relacionados ao turismo. Pra se ter uma ideia, de acordo com a Organização Mundial do Turismo, o país recebeu em torno de 15 milhões de turistas em 2018. O Brasil, em comparação, ficou perto dos 7 milhões de visitantes!

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O maior problema de se viajar pra lá é, na verdade, montar o roteiro! Lá tem muita coisa legal e interessante!

O país é banhado pelo Mar da China e possui praias (não tão belas como as da Tailândia), montanhas, rios, desertos e muitas cidades históricas e belas pra se conhecer!

Lugares legais pra colocar no roteiro são: Hanoi, Hoi An, Ho Chi Minh, Sapa e Halong Bay. Nosso tempo era apertado e, por isso, tivemos que fazer escolhas difíceis, cortando muita coisa.

Nosso roteiro passou rapidamente por Hanoi (ficamos pouco menos que um dia na cidade), por Halong Bay e Hoi An.

Hanói fica no norte do país e é a capital, bem conhecida pelo trânsito insano, lotado de motos. Muita moto mesmo!

As motos lá são bem baratas e de custo de manutenção baixo, o que acaba virando o meio de transporte mais barato e prático.

Halong é uma baía no nordeste do país, a umas 3 horas de carro de Hanoi, e é conhecida pelas águas verde-esmeralda e milhares de ilhas, por onde você costuma navegar e fazer passeios. As ilhas são na verdade de calcário e cobertas de vegetação, então, em sua maioria, não existe nenhuma atividade humana. A região é toda cheia de ilhas, cavernas, vilas flutuantes e, além de você poder fazer passeios de barco e passar uma ou mais noites lá, você pode fazer passeios guiados, andar de caiaque e aproveitar a vista incrível do lugar! É surreal de lindo! E Halong Bay também é Patrimônio Mundial da Unesco!

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Ho Chi Minh é a segunda cidade mais importante do Vietnã e fica ao sul do país. Antes chamada de Saigon, seu nome foi mudado em homenagem à Ho Chi Minh, um dos líderes e heróis do país na revolução contra o domínio francês na região e também na guerra de unificação do país.

Diz-se também que lá é um dos lugares que mais tem motos no mundo. Basicamente, a proporção aqui é a mesma que Hanoi: com seus 8 milhões de habitantes, tem quase uma moto por pessoa. A cidade é maior que Hanoi e mais ocidentalizada.

Quem visita Ho Chi Minh tem também a oportunidade de conhecer os Cu Chi Tunnels, os túneis subterrâneos usados pelos vietnamitas na guerra. Não fizemos o passeio, mas você pode visitar o lugar que foi palco de várias batalhas e ainda entrar nos túneis – são mais de 200 km de túneis! É algo que pretendemos fazer quando voltarmos pra lá!


Hoi An é uma pequena cidade próxima à Da Nang, no centro do país, e é um lugar super gostoso e bonitinho! É uma cidade pra se relaxar, comer e beber muito bem e ter um outro tipo de experiência, diferente do vivido nas grandes cidades vietnamitas.

Hoi An é Patrimônio Mundial da Unesco e é muito charmosa e aconchegante, cheia de bares, cafés, restaurantes e muitas, muitas lanternas enfeitando toda a cidade! No centro antigo da cidade é proibida a circulação de carros e as ruas apenas para os pedestres. Dá pra alugar um bicicleta e ir pedalando até a praia, que fica a uns 30 minutos da cidade, e curtir o caminho, com campos de arroz e uma vista bem legal!

Clima – Quando ir: O Vietnã é influenciado pelas monções e tem um clima mais “instável”. Como o país é bem extenso de norte a sul, o clima vai depender muita da região. No centro do país, costuma-se chover de agosto até o final do ano. Já no norte e sul do país, de maio a outubro é o período mais chuvoso.

Visto: Brasileiros precisam de visto para o Vietnã. Você pode optar por tirar o visto antecipadamente (que envolve mais custos e o passaporte precisa ser enviado para Brasília, onde fica a embaixada do Vietnã), ou pode fazer o visa on arrival, que é o visto chegando no país. Aliás, essa foi nossa escolha!

Fizemos isso usando o serviço do My Vietnan Visa - https://www.myvietnamvisa.com . No site, você escolhe dentre as opções o tipo de visto que vai precisar (Ex. O nosso era o de turismo, 1 mês e 1 entrada; você pode escolher vistos de maior duração ou que possibilitem entrar e sair mais vezes do país) e paga a taxa (em torno de US$ 18).

Feito isso, é só aguardar no seu e-mail a aprovação (approval  letter).

Antes da imigração no aeroporto, você deverá passar pelo balcão de Visa on Arrival e entregar sua approval letter impressa, junto com duas fotos 4 x 6cm, além de pagar uma taxa de US$ 25 para ter o visto para single entry (se seu visto for para mais de uma entrada, o valor é US$ 50). Leve dinheiro trocado!

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Foto no barco, em Halong Bay | Foto: Pelo Mundo a Dois

E aí, gostaram de saber um pouco mais sobre estes países?

Ainda vamos falar mais sobre como foi o roteiro, os principais pontos de cada país e gastos da viagem, deixando com vocês sugestões e dicas de onde se hospedar, comes e bebes e muito mais! 

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