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Reflexão sobre comunicação e posicionamento no ambiente de trabalho

Blog | 3 | 26/01/2022

Se tem algo que aprendi em 10 anos trabalhando em uma das maiores empresas financeiras do Brasil (e da América Latina) e que com certeza vou levar comigo, foi que compartilhar conhecimento é importante, é bom e inspira mudanças reais!

Tanto é que esse aprendizado é algo muito forte em várias áreas da minha vida, e que aplico diariamente como criador de conteúdo aqui, no @pelomundo_adois e no Linkedin!

E na linha de compartilhar conhecimento, essa semana venho como um aprendizado, ou talvez uma reflexão. Não sei ao certo. Você pode decidir ao final do texto.

Em conversa com um gestor, falamos um pouco sobre o que é esperado de profissionais em determinados cargos e momentos da carreira - em especial, no que tange a posicionamento, comunicação e comportamento em reuniões e no dia a dia das atividades da empresa.

É esperado que a gente fale, contribua, participe das reuniões e discussões no ambiente de trabalho, principalmente quanto temos um cargo mais sênior. É o que chamam muito por aí de “ser propositivo”, é dar sugestão, é contribuir de algum forma com o trabalho sendo discutido e realizado.

E algo que penso há um tempo é que, nem sempre vale a pena essa participação. Na verdade, muitas vezes essa atitude acaba sendo mais uma interrupção do que uma contribuição verdadeira em reuniões de trabalho, principalmente quando há um grande fluxo de ideias e dúvidas na mesa.

Uma crença que tinha era que eu só deveria me posicionar e dar um sugestão de fato, quando eu realmente sentisse que tinha algo a contribuir. Se vou agregar ao trabalho, ótimo; se sinto que só vou tumultuar, guardo para mim e posso aproveitar outro momento para dividir meu pensamento.

Me parece que essa atitude propositiva do profissional é uma maneira de ser visto, de marcar de território. Quase como um jeito de dizer: “Ei, estou aqui e também tenho algo a dizer!”, mesmo quando esse algo nem precisa ser dito.

Talvez cobrar um colaborador de sempre se posicionar e expor alguma ideia ou ponto de vista seja algo saudável, muito bom para a empresa e o próprio profissional, mas me pergunto se também não incentiva a participação vazia, só por participar, para se fazer ser visto.

Ou talvez esse incentivo seja algo sadio e que estimula o profissional a entender mais e sugerir algo diferente, como alguém que vê um problema pela primeira vez e acaba notando uma solução que havia passado batido até então.

Após esse papo, me peguei pensando: será que existe um meio-termo entre esses dois cenários - entre participar e se pronunciar sempre, e só falar quando acredita ser relevante?

Qual o melhor comportamento a ser encorajado?

Deixo essa reflexão (era uma reflexão, afinal) com você, que chegou até o final deste texto.

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